O I Portobello Open foi um torneio cheio de vitórias, superações e garra de nossos atletas. Sob sol escaldante e chuva fina constante, o “paraíso” nos recebeu. A superação começou por mim, a cabeça doía, o olho ardia, vi agulha e tive veia estourada. Medo e tensão se misturaram com felicidade ao ver tantas raquetadas e punhos cerrados de principiantes, muita vibração, foi o melhor analgésico! Melhorei e pude vibrar também.
Apesar de iniciantes em competições, em tensão, pressão e gelo na barriga, Maurício e Erick enfrentaram à altura seus adversários. Tudo ali era possível. Muita garra e determinação. Mauri quase empatou o jogo, que pena Gordinho! Erick tinha tudo para dominar o jogo, mas antes precisava conseguir dominar a si mesmo. Valeu Viking Magrelo!
Como é importante competir. Medir forças, testar seu jogo, sua mente, seu físico, colocar em prática seus conhecimentos. Dominar o jogo por uma boa parte dele não garante a vitória, mas pode mostrar que o jogador está no caminho certo. Te espero nos próximos campeonatos, valeu Danão!
Guizinho, um dos mais baixos de estatura, porém um dos maiores na mente, na garra e no coração, grande campeonato! Acredite muito em você Barata!
Nosso Pedrão mostrou como algumas mudanças de hábitos e crenças podem e devem ser reavaliadas quando para o bem, para melhora, crescimento e amadurecimento. E, que mudança! Só se viu garra, empenho, entrega sangue. Que jogos! Muito sofrimento com muita felicidade, que resultados! Terra vermelha nas meias e nas pernas, total sinal de entrega, determinação e sede de vitória. Maravilhoso! Parabéns, Gordito!!
Muita força, velocidade, explosão, técnica, total intensidade, esse é o Guizão! Que pena que a ansiedade atrapalhou. Grandes jogos, momentos de jogador consciente e super preparado se misturaram com momentos de jogador assustado e perdido, porém com um ingrediente importantíssimo dos grandes atletas, CORAGEM. Ela esteve nos dois jogos, espero que continue em todos os outros. Muito bem, Monstro!
Lucas, sua presença fez toda a diferença! Tamanho, força, técnica, habilidade, malemolência e sorte. Às vezes, parecia não se importar com a disputa, não sentir a pressão. O que parecia alguns instantes de descaso se transformava em ritmo intenso, peso de bola, punhos cerrados de garra e vibração. Meu Deus, quem é esse cara!? Gostaria de vê-lo durante todos os momentos dos jogos, boooa Gordooo!
E aí Paulinho, como podemos chamar alguém de amigo se este não nos transmite confiança? Decepções acontecem, mas a vida continua! Como pode um jogador passar por momentos difíceis do primeiro até o último jogo? Muita tensão e pressão superadas com tranqüilidade, sensatez, garra, empenho e disciplina. A discrição era tão grande, que somente quem estava acompanhando seus jogos conseguia saber que ele estava dominando a partida. O jogo era dele! Excelente Magrão!! A grande conquista veio com incontestáveis 6/3, 6/3. Quando todos esperavam ansiosos pelo último ponto, o adversário erra, sem vibrar e com total tranqüilidade e naturalidade, lá vem o Paulinho até a rede cumprimentar o seu adversário. A felicidade e a euforia só se deram fora de quadra com seu pai, com técnico e com seus amigos. Parabéns Magrelo!!
Quanto às nossas meninas, elegantes, belas e feras...
Bia e Júlia, quantas dúvidas e incertezas. Boa participação, mas muita insegurança, timidez e vergonha. Sentimentos que podemos amenizar e melhorar com muito treinamento, dedicação e participação em mais torneios. Parabéns, meninas!
Bela, que pode também virar Fera, delicada e amiga carinhosa. Participou com muito empenho em todos os seus jogos. Encarou jogadoras mais velhas, experientes, fortes e mesmo assim não desanimou. Jogou, treinou e se divertiu. Parabéns Belinha!
Dani, menina tímida e acuada, se esconde atrás de cara fechada. Garota de fibra e muito potencial, habilidosa e guerreira. Demonstra ser forte, mas é super sensível. Muita tensão e ansiedade todos os dias por pura pressão de um confronto esperado. Veio às lágrimas por não ter superado sua grande adversária e rival. Levantar o troféu de 2º lugar não é demérito para ninguém, principalmente para uma jovem atleta de 15 anos. Não é qualquer tenista que faz duas finais seguidas em torneios Brasileiros, sendo campeã e vice consecutivamente. Daninha, você foi maravilhosa, se esforçou o tempo todo e fez o seu melhor. Não foi dessa vez que você a venceu, mas esse dia chegará e, quando isto acontecer você estará pronta para superá-la. Jogue tênis sem pressão e com mais alegria. Parabéns por fazer mais uma final de Etapa Brasileira.
Abraços para todos, Emerson Gusmini